Produtor de Joaquim participa de bate-papo sobre o filme no Circuito Penedo de Cinema

Atividade foi realizada na Sala de Exibições logo após a exibição do filme

Ninho Morais e João Vieira Jr. em bate-papo sobre o filme Joaquim no Circuito Penedo de Cinema (Foto – Paulo Accioly)

Na noite da última sexta-feira (10), penúltimo dia do Circuito Penedo de Cinema, o público acompanhou a exibição do longa-metragem Joaquim, do cineasta pernambucano Marcelo Gomes. Após o filme, os presentes tiveram a oportunidade de participar de um bate-papo com o produtor, João Vieira Júnior. A atividade foi mediada pelo jornalista Ninho Morais.

Ele relatou algumas dificuldades quanto da produção do filme. “Além de todas as questões artísticas, a linguagem que vai ser adotada, que talentos serão incluídos e, como produtor, essa é a parte que mais sinto prazer em atuar.”

Já quanto ao desenvolvimento do roteiro, ele revelou ter ficado impressionado com a biografia que tiveram acesso: o brasileiro tinha uma minoria, elite, rica e os mestiços e os africanos, escravizados. E as pessoas eram muito pobres.

“A gente pensava: quando se vê um filme histórico é tudo lindo e glamuroso, mas não era nada disso. Em relação a Joaquim isso não era unanimidade. Como os autores não tinham isso, foi exatamente o material humano criado para o ambiente do século 18. E as cidades, por exemplo, que estavam sendo construídas naquela época, por isso estávamos sempre na zona rural”, completou.

Ele também fez uma comparação com outros produtos, tais como as novelas. “Nas novelas, ao vermos uma novela histórica tudo é limpo e bem enquadrado, roupas caras… e no filme, a nossa ideia era ter uma câmera solta, mostrar a poeira, a roupa puída, a sujeira e o trabalho com a fotografia ajudou muito nisso”, disse João.

João também revelou os próximos projetos da carreira: um filme com o diretor Hilton Lacerda, Fim de Festa; uma série pro Canal Brasil que vai ao ar ano que vem, de nome Fim do Mundo. “E estou produzindo um documentário, mas o tema ainda está sendo descoberto, de nome Estou me guardando para o Carnaval chegar”, encerrou João Vieira Júnior.

Sobre o filme

Joaquim apresenta a história dos acontecimentos e fatos que levaram Joaquim José da Silva Xavier, um dentista comum de Minas Gerais, a se tornar mais conhecido pela alcunha de Tiradentes, transformando-se em um importante herói nacional e mártir que veio a liderar o levante popular conhecido como Inconfidência Mineira.

Sobre as filmagens em Diamantina (MG), ele explicou que interessava muito mais pela riqueza da flora, relevo e das possibilidades de acesso aos microclimas da cidade, como a zona da mata, agreste, cerrado. “Tudo isso para dar verossimilhança aos locais em que os personagens andavam. Diamantina foi muito mais a base da produção que o set de filmagem. Foi fácil de trabalhar e teve um apoio da população, acho que o mesmo que deve acontecer aqui em Penedo. Fomos muito bem recebidos”, explicou Vieira Jr.

Ele recordou que o filme teve seu lançamento em Berlim sendo selecionado para a competição, o que lhe deu uma vitrine especial. “O primeiro país comprador foi a China e eles compram mais coisas de televisão. Sobre o Festival, lá teve muita visibilidade, houve um debate no dia seguinte e questões trazidas do tipo: o motivo de uma câmera na mão num filme histórico, por exemplo. Mas funcionou muito bem, todo mundo saiu feliz.”

Deriky Pereira – Ascom Circuito

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