Circuito Penedo de Cinema consagra cinco filmes vencedores nas mostras competitivas

Cerimônia de premiação foi marcada por emoção e incentivo à cultura

Texto de Natália Oliveira

Foto: Jônatas Medeiros

O Circuito Penedo de Cinema consagrou na noite deste domingo (2), em Penedo (AL), os cinco filmes em curta-metragem vencedores das mostras competitivas do evento, que juntos ganharam 41 mil reais em premiação.

O grande vencedor do 11º Festival do Cinema Brasileiro foi o filme O canto das pedras, dirigido por Tatiana Cantalejo, do Rio de Janeiro. A diretora agradeceu à equipe de produção do filme, ao evento e aos realizadores presentes “É muito emocionante, porque esse é o primeiro prêmio do filme no Brasil, então não tenho palavras para descrever esse momento”, declarou Tatiana.

O júri oficial ainda concedeu menção honrosa às produções Transparentes, de Raphael Dias (RJ), e Lençol de Inverno, de Bruno Rubim (MG). Já o público elegeu o filme Avalanche, de Leandro Alves (AL), como o melhor da mostra competitiva.

O filme alagoano À Espera, de Nivaldo Vasconcelos e Sónia André, foi vencedor em dose dupla. O curta foi eleito melhor filme pelos júris oficial e popular do 8º Festival de Cinema Universitário de Alagoas.

A vitória teve um sabor especial. Em 2013, Nivaldo Vasconcelos venceu o 3º Festival de Cinema Universitário com o filme Mwany, onde Sónia André atuou como atriz. “Agradeço muito ao Nivaldo, que topou essa aventura comigo. Estive no mesmo palco, em 2013, para receber o prêmio do filme em que eu e minha filha atuamos. Estar aqui e receber este prêmio como diretora é gratidão”, disse Sónia.

O júri oficial da mostra universitária também elegeu os filmes Sair do Armário, de Marina Pontes (BA), e Mãe?, de Antônio Victor (BA), em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

Já o júri oficial da 5ª Mostra Velho Chico de Cinema Ambiental elegeu em primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente, os filmes Rio das lágrimas secas, de Sáskia Sá (ES); Pintado, de Gustavo McNair (SP); e Do corpo da terra, de Júlia Mariano (RJ). O júri também concedeu menção honrosa aos curtas Carroça 21, de Gustavo Pera (SP), e Enquanto Canto, de Sil Azevedo (RJ), que ainda foi escolhido como melhor filme pelo voto popular.

Todos os filmes escolhidos pelo júri popular ganharam dois mil reais em serviços de pós-produção da produtora Mistika Post.

Foto: Jônatas Medeiros

Incentivo à cultura

A noite de premiação ainda reuniu a diretora da editora da Universidade Federal de Alagoas, Lídia Ramires; o vice-prefeito de Penedo, Ronaldo Lopes; o superintendente de Fomento e Apoio à Produção Cultural da Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas (Secult/AL), Paulo Poeta; o ambientalista e membro do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Antônio Jackson Borges; e o coordenador da Unidade da Ufal em Penedo, Alexandre de Oliveira.

Presente na cerimônia, o coordenador geral do Circuito, Sérgio Onofre, agradeceu às instituições e aos órgãos de realização e apoio e reafirmou que o evento tende a crescer a cada ano. “Nossas expectativas para os próximos anos é fortalecer ainda mais o Circuito. Nosso evento é resistência”, declarou.

Em seguida, Paulo Poeta reforçou uma das missões do Circuito. “Esse evento deixa uma mensagem muito importante: a cultura, acima de tudo, sobreviverá. Nós conseguiremos através da arte manter nosso povo unido”, disse.

A diretora da Edufal também frisou a importância de incentivar a cultura e educação no país. “Fazer cultura sem apoio, sem dinheiro, financiamento, querer eduação sem atingir cada um é impossível em uma grande nação. Nossa universidade, nossa cultura, que o nosso estado e a prefeitura de Penedo sejam fonte de resistência da cultura brasileira”, destacou Lídia Ramires.

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